Monday, February 27, 2006

Internacional 4 x 1 São José



Houve quem fizesse a brincadeira depois do jogo: a diretoria do Internacional pode começar a cobrar couvert artístico nas partidas no Beira-Rio. Isso porque depois da bela vitória sobre o Nacional, o time de Abel Braga fez uma partida quase perfeita contra o São José. Venceu ao natural e chegou à goleada com facilidade, mostrando que está vivendo ótima fase.

Era domingo de Carnaval, e pouco mais de 10 mil torcedores foram ao Gigante da Beira-Rio para ver o desfile colorado. Perdigão, em tarde inspirada, comandou o espetáculo: aos 10min, lançou Márcio Mossoró, pela esquerda. O substituto de Tinga esperou o momento exato para rolar para Iarley que tocou para o fundo das redes do São José para abrir o placar. Aos 24min, o passe foi para Michel: pela direita, o atacante avançou em direção à área e, na saída do goleiro, tocou no canto para fazer 2 a 0.

O Inter jogava fácil. Atacando pelos lados do campo, chegou ao terceiro gol em mais uma jogada de Michel, um dos melhores em campo: aos 34min, avançou pela direita e cruzou. Dentro da pequena área, Bolívar se antecipou à zaga e fez, de peixinho: 3 a 0.

A jogada mais bonita da partida, entretanto, estava reservada para o início do segundo tempo: logo a 2min, Ceará avançou pela direita e cruzou. Iarley fez o corta-luz e recebeu lindo passe de Fernandão, à frente da zaga. Com tranquilidade, na saída, do goleiro, chutou cruzado, rasteiro, para fazer o quarto gol da equipe alvirrubra.

Satisfeito com o resultado, o Inter diminuiu o ritmo e passou a tocar a bola. O Zequinha aproveitou para atacar com mais insistência e chegou ao seu gol de honra, aos 40min: após lançamento em profundidade, Clemer saiu mal do gol e perdeu a bola para Toledo que, sem goleiro, descontou. Placar final, 4 a 1.

Após a grande vitória, fica evidente que o Internacional alcançou seu equilíbrio. Com vantagem no saldo de gols, o time de Abel Braga já larga na segunda fase do Gauchão na liderança da sua chave e segue favorito à conquista do pentacampeonato.


Gauchão 2006
Internacional 4 x 1 São José
Beira-Rio, Porto Alegre

Friday, February 24, 2006

Internacional 3 x 0 Nacional



Inesquecível. Assim foi a vitória do Internacional sobre o Nacional, do Uruguai, na última quinta-feira. Justamente na sua estréia no Beira-Rio, jogando pela Copa Libertadores da América, o time de Abel Braga teve a sua melhor atuação no ano.

E poucas vezes se viu uma torcida em tamanha comunhão com o time. O Beira-Rio não lotou, mas os mais de 30 mil torcedores que foram ao estádio jogaram junto: qualquer jogada era motivo de apoio. Os uruguaios tocavam na bola e eram vaiados. O Colorado recuperava a bola e era ovacionado. Empenhados em levar o time à vitória, os colorados vibravam a cada ataque, mas também a cada carrinho ou desarme.

O resultado não poderia ser outro: aos 20min, Fernandão recebeu o passe e lançou Michel, entre os zagueiros. O atacante ainda teve tempo de livrar-se da marcação e driblar o goleiro antes de tocar para o fundo das redes do Nacional. Dois minutos depois, o Colorado fez o segundo: Michel sofreu falta ao lado da área. Ceará cobrou e Fernandão subiu mais que os zagueiros uruguaios para marcar.

O Inter mandava em campo. Com uma pegada impressionante, a equipe de Abel Braga não cedia o mínimo espaço ao time uruguaio. Na zaga, Fabiano Eller fazia uma partida brilhante. No meio, Perdigão ditava o ritmo de jogo.

Cada bola perdida era, em seguida, recuperada. Cada jogada era disputada ferrenhamente. E a torcida, na arquibancada, aplaudia. Aos 35min, por pouco Fernandão não ampliou: Rubens Cardoso foi à linha de fundo e cruzou. Na área, o centroavante colorado ganhou a disputa com os zagueiros, mas a bola saiu à direita do gol uruguaio.

E antes que terminasse a primeira etapa, o torcedor colorado ainda presenciaria uma tabelinha de encher os olhos: Fernandão lançou Tinga, que devolveu com um passe de peito. Sem deixar a bola cair, Fernandão soltou a bomba, de esquerda. Seria um gol de placa, mas a bola saiu à direita da meta defendida por Bava.




Na volta para o segundo tempo, o Colorado seguiu arrasador. Mas sem a volúpia dos primeiros 45 minutos minutos. Com o placar a favor, a equipe passou a tocar mais a bola. Seguiu em busca do gol, mas com paciência. E logo a 4min, quase chegou lá: Tinga, um dos melhores em campo, fez grande jogada individual e cruzou para Michel que, sem marcação, acabou cabeceando por cima do gol de Bava. Seis minutos depois, Michel, após belo cruzamento da direita, deu um belo peixinho, jogando-se em direção à bola. O cabeceio, entretanto, passou à esquerda do gol uruguaio.

A situação uruguaia, que já estava ruim, ficou péssima aos 17min: Iarley fazia grande jogada pela esquerda, quando levou um pontapé de Jaume. O zagueiro recebeu o cartão vermelho imediatamente, e a partir de então o Inter passou a jogar também com a vantagem numérica.

Aos 28min, um dos lances mais bonitos da partida: Rubens Cardoso recebeu o passe, avançou pela esquerda e, da quina da grande área, soltou a bomba. Bava ainda saltou para a defesa, mas a bola foi bater na sua trave esquerda. Menos mal que outro lance espetacular estava reservado ao lateral-esquerdo colorado: aos 43min, Rubens Cardoso recebeu o passe de Mossoró, ganhou a disputa com os zagueiros e, mesmo sem ângulo, deu o drible e tocou para o gol na saída do goleiro. A bola foi parar no fundo das redes de Bava.

Com uma atuação de luxo, o Internacional calou a boca de todos os críticos ao empate na Venezuela. Com a vitória, o Colorado assume a liderança do seu grupo e prova que aliado à sua apaixonada torcida pode, sim, conquistar a América. Uma batalha já foi ganha. A próxima se realiza no próximo dia 8 de março, contra o Pumas, no México.


Libertadores 2006
Internacional 3 x 0 Nacional
Beira-Rio, Porto Alegre

Thursday, February 23, 2006

Todos ao Beira-Rio



(clique na imagem para vê-la maior)


É hoje. O Internacional faz sua estréia no Beira-Rio, na campanha que vai levar o Clube do Povo do Rio Grande do Sul ao seu primeiro título na Libertadores da América.

Lugar de Colorado, hoje, é no Beira-Rio. Mas para torcer. Se for para vaiar, reclamar da escalação ou pedir esse ou aquele jogador, é melhor ficara em casa. Porque, para conquistar a América, o Inter precisa de torcedores de verdade.

Todos ao Beira-Rio!

Tuesday, February 21, 2006

Grupos definidos

Depois da primeira fase, classificatória, que teve como melhor equipe o Internacional, nesta segunda-feira foram definidos os dois grupos da segunda fase. Classificaram-se os dois primeiros colorados de cada grupo mais os dois melhores terceiros colocados.

A dupla Gre-Nal, por ter as melhores campanhas, fica como cabeça-de-chave:


Grupo 4
Internacional
Caxias
Novo Hamburgo
São José

Grupo 5
Grêmio
Juventude
Santa Cruz
Veranópolis


As semifinais do Gauchão começam já no próximo fim-de-semana. E o Internacional faz sua estréia no domingo, no Beira-Rio, contra o Zequinha.

Monday, February 20, 2006

Internacional 3 x 1 ULBRA



Jogando contra a ULBRA, no Beira-Rio, o Internacional fez a lição de casa: venceu por 3 a 1 e confirmou a melhor campanha do Gauchão.

Apesar do placar confortável, não foi uma vitória fácil. Foi a ULBRA, por sinal, quem ameaçou primeiro: logo a 4min, Perdigão não teve domínio da bola e permitiu o contra-ataque. Terrão lançou Ricardo, que chegou a driblar Marcelo Boeck antes de bater a gol. Ediglê salvou em cima da linha.

O Inter, por sua vez, foi chegar com força no ataque somente aos 28min, quando Leo foi lançado em profundidade, chegou à linha de fundo e cruzou. Mas não havia nenhum jogador colorado dentro da área para a conclusão. No minuto seguinte, após bela triangulação, foi a vez de Élder Granja arriscar, da entrada da área. A bola passou à esquerda do gol defendido por Fernando Wellington. Jogando com time misto e no 3-5-2, o Colorado tinha boa produção ofensiva, mas não era objetivo. Faltava poder de conclusão. Mais de uma vez, houve a chegada à linha de fundo e o cruzamento para a área, sem que houvesse um atacante ou um homem de chegada para fazer o gol.

Apostando nos contra-ataques, a ULBRA surpreendeu aos 32min: Terrão bateu o escanteio, a bola foi desviada e sobrou livre para Fabiano Souza, o Uh, Fabiano, que não teve trabalho para, livre, tocar para o fundo da rede e abrir o placar.

O final da primeira etapa foi de pressão do time colorado. Por três vezes seguidas, Élder Granja teve a oportunidade de fazer um bom cruzamento para os atacantes que estavam na área da ULBRA. Por três vezes seguidas, errou e permitiu o corte da zaga adversária.

Para o segundo tempo, o Inter voltou diferente. E melhor, com Maycon e Ricardo de Jesus em lugar de Álvaro e Daniel Marques. O resultado foi imediato: Granja foi à linha de fundo e cruzou. A bola sobrou para Ricardo de Jesus, que chutou forte, para grande defesa do goleiro. No rebote, Renteria tocou para o fundo das redes, para empatar: 1 a 1.

E o Inter quase virou quatro minutos depois: Márcio Mossoró avançou pela direita e bateu cruzado. A bola encobriu o goleiro e, carpichosa, chocou-se com o travessão. A resposta da ULBRA veio no lance seguinte: em contra-ataque puxado por Fabiano, Ivanildo soltou a bomba, de fora da área. Marcelo Boeck evitou o gol, fazendo uma grande defesa.

O Inter chegou com perigo, novamente, aos 16min: Mossoró entrou área adentro pela direita, mas Fernando Wellington saiu bem e evitou o segundo gol colorado.

Aos 31min, foi a vez de a ULBRA quase marcar: após rápida triangulação, Terrão ficou frente-a-frente com Marcelo Boeck e soltou a bomba. Não fosse a extraordinária intervenção do jovem goleiro colorado e a ULBRA teria chegado ao seu segundo gol. Dois minutos depois, Fabiano, livre dentro da pequena área, cabeceou à queima-roupa. Mais uma vez, Marcelo Boeck praticou grande defesa. A resposta colorada veio quatro minutos depois, mais uma vez com Mossoró. Dentro da área, o meia bateu colocado, tirando do goleiro. A bola bateu na trave, antes de seu afastada pela zaga.

Após bons ataques de ambos os lados, a partida acabou se decidindo nos seus minutos finais. Aos 39min, Renteria fez bela jogada individual e tocou para Mossoró bater cruzado. A bola desviou em um zagueiro e entrou: 2 a 1. Um minuto depois, Diogo entrou a dribles pela área a foi derrubado. Pênalti, que Jorge Wagner cobrou com perfeição: 3 a 1.

A ULBRA ainda teve uma grande oportunidade para descontar, aos 44min, mas Alê Menezes, livre de marcação, chutou no travessão. O placar já estava definido, assim como a primeira colocação no grupo para o Internacional, o melhor time da primeira fase do Campeonato Gaúcho.


Gauchão 2006
Internacional 3 x 1 ULBRA
Beira-Rio, Porto Alegre